Nos artigos anteriores desta série, mostramos por que a
rastreabilidade individual de bovinos está ganhando importância e como a
integração das informações é essencial para reduzir riscos operacionais. Agora,
é hora de olhar para o próximo passo: como transformar esse novo cenário em uma
oportunidade para melhorar a gestão e preparar o frigorífico para as mudanças
que estão por vir.
Mais do que atender a requisitos
sanitários, a rastreabilidade pode contribuir para uma operação mais
organizada, eficiente e orientada por dados. Neste artigo, apresentamos como
esse processo impacta a gestão e quais medidas podem ser adotadas desde já para
preparar a empresa para essa nova realidade.
A identificação individual acaba com
o controle por lotes?
Não necessariamente.
O controle individual e o controle por lotes podem coexistir em diferentes momentos da operação. O animal pode chegar com uma identificação única e, posteriormente, ser relacionado a lotes de curral, abate, produção ou expedição.
O ponto central é garantir que as relações entre essas informações sejam mantidas.
Um sistema preparado deve permitir que a empresa avance e retorne dentro da cadeia de dados.
Isso significa ser capaz de partir da identificação do animal e descobrir quais produtos foram originados, mas também realizar o caminho inverso: selecionar um produto final e identificar os lotes, as datas de produção e as informações de origem associadas.
Quais benefícios a rastreabilidade pode gerar para a gestão?Embora o debate esteja fortemente relacionado à sanidade e à conformidade, a rastreabilidade também pode produzir ganhos gerenciais.
Ao organizar melhor os dados da matéria-prima e da produção, o frigorífico passa a ter mais condições de analisar:
● desempenho dos fornecedores;
● origem dos animais;
● rendimento por lote;
● rendimento de carcaças;
● perdas no processo;
● aproveitamento da matéria-prima;
● produtividade;
● divergências operacionais;
● histórico das compras;
● resultados por período.
Essas informações ajudam a empresa a identificar gargalos, comparar resultados e tomar decisões com maior precisão.
Assim, a rastreabilidade deixa de funcionar apenas como um mecanismo para comprovar a origem. Ela também se transforma em uma fonte de dados para a gestão do negócio.
Como os frigoríficos podem começar a se preparar?A adequação não deve começar somente quando uma nova exigência se tornar obrigatória. O ideal é avaliar antecipadamente a qualidade dos processos e das informações disponíveis.
Algumas medidas importantes são:
Mapear o fluxo das informaçõesA empresa precisa entender como os dados chegam, quem os confere, onde são registrados e quais setores utilizam essas informações.
Esse mapeamento deve começar na compra e no recebimento dos animais e seguir até a expedição do produto final.
Identificar controles manuais e duplicadosPlanilhas paralelas, anotações em papel e cadastros repetidos aumentam a possibilidade de divergências.
É importante analisar quais controles podem ser centralizados ou integrados ao sistema de gestão.
Revisar os cadastrosDados incompletos ou inconsistentes comprometem toda a rastreabilidade.
Cadastros de fornecedores, propriedades, animais, produtos, lotes e clientes precisam seguir critérios claros e padronizados.
Definir responsabilidadesCada etapa deve possuir responsáveis pela conferência e pelo registro das informações.
A tecnologia organiza os dados, mas a qualidade dos registros também depende da disciplina operacional da equipe.
Avaliar a capacidade do sistema utilizadoO frigorífico deve verificar se o software atual consegue acompanhar o nível de detalhamento exigido pela operação.
Sistemas genéricos podem não compreender particularidades como curral, abate, tipificação, rendimento, desossa, lotes de produção e vínculo entre matéria-prima e produto final.
Preparar integraçõesEquipamentos de leitura, balanças, etiquetas, dispositivos de identificação e sistemas oficiais podem fazer parte da nova estrutura de controle.
Por isso, a capacidade de integração deve ser considerada na escolha e na evolução do ERP.
Por que a rastreabilidade deve fazer parte da estratégia do frigorífico?
A identificação individual de bovinos não representa apenas uma mudança no campo. Seus efeitos alcançam toda a cadeia, incluindo transportadores, frigoríficos, indústrias, distribuidores, varejistas e mercados compradores.
Para os estabelecimentos frigoríficos, o desafio será transformar um volume maior de informações em um fluxo seguro, integrado e operacionalmente viável.
Quanto mais dependente de controles manuais for a empresa, maior poderá ser o impacto dessa transição.
Por outro lado, frigoríficos que já trabalham com processos padronizados e sistemas especializados tendem a se adaptar com mais organização.
A implantação da rastreabilidade individual representa um novo momento para a cadeia produtiva da carne bovina. Mais do que atender às futuras exigências do mercado, preparar-se desde agora significa investir em processos mais organizados, informações mais confiáveis e uma gestão capaz de responder com rapidez aos desafios do setor.
Há mais de três décadas, a Datavale desenvolve soluções especializadas para frigoríficos, integrando todas as etapas da operação — da compra dos animais ao faturamento — em um único ambiente de gestão. Essa integração proporciona mais controle, rastreabilidade, segurança e apoio à tomada de decisões.
Se sua empresa busca evoluir seus processos e estar preparada para as novas exigências da rastreabilidade individual, conte com a experiência da Datavale para construir uma operação mais eficiente, integrada e preparada para o futuro.
Como a Datavale pode apoiar essa transformação?
A rastreabilidade individual amplia a responsabilidade sobre os dados, mas também cria oportunidades para tornar a operação mais segura, transparente e eficiente.
Com o ERP Datavale, as diferentes áreas do frigorífico trabalham de forma integrada, permitindo maior controle sobre a compra dos animais, o recebimento, o abate, a produção, o estoque, a expedição e a gestão da empresa.
Mais do que armazenar informações, um sistema especializado ajuda a transformar os dados da operação em controle, agilidade e capacidade de decisão.
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Fonte: Datavale